ESPINHAS: ESPREMER SÓ PIORA

Espremer uma espinha, para muita gente – mas muita, mesmo! – é quase irresistível. A pontinha amarela fica lá pulsante, implorando para ser cutucada e mutilada. Não dá sossego, até que vence a batalha e, depois do alívio e da alegria que provoca quando nos livramos dela, vem o sentimento de culpa por ter causado tamanho estrago na pele. Porque, sim, sempre vai ficar uma lesão ou uma mancha, quando não uma cicatriz permanente. Sempre vai piorar.

Isso pode acontecer porque, quando se espreme a parte externa da espinha, o pus que é expelido pode penetrar na parte interna da derme, abrindo um canal profundo por onde entram bactérias presentes no ambiente, no rosto, nas mãos e nas unhas.

Essas bactérias, muitas vezes, agravam a inflamação. Em pessoas com imunidade baixa, podem causar celulite infecciosa, uma forte infecção do tecido subcutâneo, a parte mais profunda da pele. Esse tipo de celulite – que nada tem a ver com a celulite estética – pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais comum nas pernas e no rosto. Se não tratada corretamente, a infecção se espalha por todo organismo. O tratamento, nesse caso, é feito com antibióticos que combatem os microrganismos que causam a celulite infecciosa – estreptococos e estafilococos, entre outros. Mas esses remédios só podem ser receitados pelo médico – nada de automedicação, nunca.

Por isso, antes que as espinhas surjam, o melhor caminho é a prevenção, por meio de uma rotina de cuidados faciais que utilize produtos específicos para o seu tipo de pele, tanto para a limpeza quanto para a hidratação e a esfoliação. Sem se esquecer do protetor solar, mesmo nos dias mais frios.

Se mesmo assim a acne teimar em aparecer e incomodar, procure a ajuda de um dermatologista. Ninguém melhor do que este especialista para indicar o tratamento certo para as suas espinhas. E não se esqueça: espremer, jamais.

Cuidado facial