Aventura

Vai encarar?

Quando programas banais se tornam grandes aventuras, pais descobrem que têm muito a aprender e se divertir com seus filhos

Pesca na chuva

“Meu filho costumava pescar com o meu sogro. Eu ficava de fora. Acho entediante e também não sou muito amigo de água... Infelizmente, meu sogro anda bastante doente, e o Dênis, que tem 11 anos, ficou sem o parceiro de pesca. Então, ele me pediu para acompanhá-lo no dia das crianças. Tive que vencer o receio da água e encarar. Tudo parecia calmo até que o céu mudou. Sem dúvida, um temporal se aproximava, e eu entrei em pânico, afinal, estávamos em um barquinho no meio do rio. Olhei para o Denis, e ele estava achando aquilo tudo um barato, se divertindo! Tive de implorar para voltarmos. Chegamos bem, mas tivemos de esperar a chuva passar por cerca de 40 minutos, embaixo de um quiosque, o que foi ótimo porque não me lembrava de conversar tanto com o meu filho. Vi o quanto ele estava agradecido por eu ter feito aquele passeio – com ele e por ele. Valeu!”
Mario Jorge Oliveira, 41 anos, publicitário

Acampamento!? Não

“Não sou o tipo de cara que ama o contato com a natureza. Viagem para mim é sinônimo de conforto e relaxamento. Mas a minha filha Júlia, de 10 anos, e a minha esposa são o oposto. Viviam me pedindo para acamparmos, e eu sempre na negativa. Até que no final de 2012, depois de amigos falarem dos campings de Paraty, resolvi entrar nessa pela Júlia. Confesso que fui de cara feia, mas mal sabia eu o quanto curtiria. A viagem me deixou muito mais próximo da minha filha. Até dormir junto, sem muito espaço, foi bacana. A Júlia não tirava o sorriso do rosto, e eu me senti ativo, saudável, além de um paizão. Agora, já estamos planejando o próximo acampamento”.
Daniel Rabelo, 38 anos, empresário

Parceria lá no alto

“Altura não é comigo. Nem em Paris eu quis subir a Torre Eiffel. Mas, pelo Lucas, fiz muito ‘pior’. Ele tinha apenas 5 anos e ficou encantado com uma roda-gigante, em um parquinho, na beira da praia. Eu olhava aquilo e ficava mapeando os perigos de se manter um equipamento daqueles sob constante erosão da maresia. Mas o menino não arredava o pé, queria ir na geringonça de qualquer jeito. Caramba! Foi difícil, mas entrei nessa. Acontece que durante a diversão uma mulher passou mal, e eles tiveram de parar o brinquedo. Claro que eu e o Lucas estávamos lá em cima. Ele me olhou e disse: pai, você está estranho! Eu estava mesmo, suando, pálido. Para disfarçar, não tirei os olhos dele e ficamos contando piada um para o outro. Durou uma eternidade, mas o Lucas, de alguma forma, percebeu que naquele momento eu precisava da tranquilidade dele. Isso foi incrível, ele foi um parceirão. Mas já avisei, da próxima, é a mãe que vai com ele”.
Eduardo Souza, 34 anos, professor